A busca por estratégias eficazes de emagrecimento tem levado cada vez mais pessoas ao uso de inibidores de apetite. Mas, junto aos resultados no peso, uma queixa tem se tornado frequente: a queda de cabelo.
Para esclarecer esse tema com profundidade, conversamos com o Dr. Henrique Pelá, médico especialista em emagrecimento, que explica os motivos por trás desse efeito e, principalmente, como evitá-lo sem abrir mão da saúde e da estética dos fios.
A queda de cabelo é comum em pacientes que utilizam inibidores de apetite?
Sim, é uma queixa relativamente frequente. Isso acontece principalmente porque esses medicamentos reduzem o apetite de forma significativa, o que pode levar a uma ingestão insuficiente de nutrientes essenciais para o organismo e o cabelo é um dos primeiros a sentir esse impacto.
Por que exatamente ocorre a queda capilar nesses casos?
O cabelo não é um órgão vital, então, em situações de restrição calórica ou nutricional, o corpo redireciona energia para funções mais importantes.
Quando há déficit de proteínas, vitaminas e minerais, ocorre uma alteração no ciclo capilar, levando ao chamado eflúvio telógeno, uma queda difusa e temporária dos fios.
A proteína tem um papel importante nesse processo?
Fundamental. O fio de cabelo é formado majoritariamente por queratina, que é uma proteína.
Se o paciente reduz muito a ingestão proteica durante o processo de emagrecimento, o organismo simplesmente não tem “matéria-prima” suficiente para manter o crescimento saudável dos fios.
Existem formas de minimizar ou evitar essa queda?
Com certeza. O primeiro passo é ajustar a base nutricional, principalmente a proteína. Além disso, podemos associar estratégias que estimulam diretamente o couro cabeludo e fortalecem os fios, reduzindo o impacto dessa fase no ciclo capilar.
Quais tratamentos complementares podem ajudar nesse momento?
Hoje contamos com recursos muito eficazes. A linha estimulante da Seūl, por exemplo, atua diretamente no couro cabeludo, promovendo estímulo da circulação e favorecendo o crescimento saudável dos fios. Já o Hair Step oferece suporte interno, com 17 vitaminas e minerais essenciais que auxiliam no fortalecimento capilar e na redução da queda.
Esse cuidado deve começar só após a queda?
O ideal é que seja preventivo. Quando sabemos que o paciente vai iniciar um protocolo com inibidores de apetite, já podemos antecipar esse suporte, tanto nutricional quanto tópico , reduzindo significativamente as chances de queda.
Então é possível emagrecer sem prejudicar o cabelo?
Sim, desde que o processo seja conduzido de forma estratégica. É essencial garantir uma ingestão adequada de proteínas, além de vitaminas e minerais como ferro, zinco e vitaminas do complexo B. O acompanhamento médico e nutricional faz toda a diferença nesse equilíbrio.
A queda capilar associada ao uso de inibidores de apetite deve ser compreendida como uma resposta fisiológica do organismo diante de possíveis desequilíbrios nutricionais, especialmente quando há ingestão inadequada de proteínas, vitaminas e minerais essenciais.
Nesse contexto, o manejo adequado vai além da condução do emagrecimento, exigindo uma abordagem integrada que considere, de forma simultânea, saúde metabólica, equilíbrio nutricional e preservação da qualidade capilar.
